A nova exigência do exame toxicológico está gerando grande apoio entre a população brasileira. Recentemente, uma pesquisa revelou que 86% dos brasileiros aprovam a medida que torna obrigatório o teste para candidatos à primeira habilitação nas categorias A (motos) e B (carros). Essa mudança, que faz parte da atualização do Código de Trânsito Brasileiro, reflete uma preocupação crescente com a segurança no trânsito.
Apoio à Nova Lei
O levantamento realizado pelo Instituto Ipsos-Ipec, encomendado pela Associação Brasileira de Toxicologia (ABTox), destacou que a aprovação do exame é robusta em todo o país. O apoio é especialmente elevado nas regiões Norte e Centro-Oeste, onde a porcentagem chega a 88%, e entre os brasileiros com ensino superior, onde alcança 91%. Essas estatísticas indicam um consenso significativo sobre a importância da medida para a segurança viária.
Demora na Implementação
Ainda que a Lei nº 15.153/2025 tenha sido aprovada e esteja em vigor desde dezembro do ano passado, sua aplicação prática ainda não se concretizou. O Ministério dos Transportes orientou os Detrans estaduais a adiar a exigência do teste, citando a necessidade de avaliação técnica e regulamentação. A Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) está analisando vários fatores, incluindo a capacidade laboratorial e os impactos financeiros para os cidadãos.
Impacto da Medida
A ABTox argumenta que a implementação do exame é urgente, citando dados de 2017 que mostram uma redução de 54% nos acidentes fatais em rodovias federais após a aplicação do teste para motoristas profissionais. Além dos benefícios diretos à segurança no trânsito, a percepção pública relaciona o exame a efeitos sociais positivos, como a diminuição da criminalidade e da violência doméstica.
“O exame toxicológico permite detectar o uso de substâncias ao longo de seis meses, avaliando a capacidade do candidato para dirigir com segurança”, afirma Marcio Liberbaum, fundador da ABTox. Ele ressalta que a aplicação correta da lei pode evitar perdas significativas ao PIB, refletindo impactos não só na saúde pública, mas também na economia brasileira.




