Justiça Federal derruba habeas corpus e mantém prisão de envolvidos

Justiça Federal derruba habeas corpus e mantém prisão de envolvidos

No contexto da crise bancária, novas revelações mostram como a situação envolvendo o Banco de Brasília (BRB) e o Banco Master estava sendo manipulada. O ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, começou a traçar estratégias jurídicas para a liquidação do Master antes mesmo da notificação oficial do Banco Central. Os indícios apontam que ele já estava se preparando para este cenário crítico.

Articulações do BRB e a crise do Master

Em 29 de setembro de 2025, Costa fez contato com Jacques Veloso, então diretor jurídico do BRB. Em uma mensagem direta, pediu a definição de estratégias jurídicas que visavam o que parecia ser uma eventual liquidação do Master. Essas articulações surgiram após a recusa do Banco Central em aprovar a aquisição do Master pelo BRB, um momento em que já haviam sido absorvidas inadimplências significativas do banco parceiro.

Investigações e consequências de governança

Conforme a investigação avançava, as operações da Polícia Federal se tornaram mais intensas. Coincidentemente, no dia da intervenção do Banco Central contra o Master, a operação Compliance Zero foi deflagrada, resultando no afastamento de Costa. A Polícia Federal alega que o ex-presidente do BRB participou de negociações ilícitas, recebendo propinas consideráveis que teriam sido convertidas em bens imóveis como forma de beneficiar o Master.

Transparência e governança do BRB

A resposta de Veloso corroborou que as ações tomadas foram medidas preventivas, visando proteger o BRB em meio a um cenário instável. Após a liquidação, um grupo de trabalho foi formado para lidar com as repercussões, buscando salvaguardar os interesses do banco público. Contudo, a rapidez nas aprovações de documentos e a transparência das operações sob a gestão de Costa levantam questões cruciais sobre a governança do banco nessa fase conturbada.