O caso do pequeno Benício, que faleceu tragicamente no Hospital Santa Júlia, em Manaus, evidenciou graves falhas administrativas e de segurança na saúde. A Polícia Civil do Amazonas finalizou o inquérito sobre a morte do menino de apenas 6 anos, ocorrido em novembro do ano anterior. Os diretores Antônio Guilherme Macedo e Edson Sarkis Júnior foram indiciados por homicídio culposo, associando a responsabilidade aos erros cometidos durante o atendimento.
Erros no Atendimento que Resultaram em Tragédia
Benício foi admitido com sintomas leves, apresentando apenas tosse seca. Porém, a médica Juliana Brasil prescreveu erroneamente uma injeção de adrenalina intravenosa, quando o correto seria realizar a aplicação via inalação. A técnica de enfermagem Raiza Bentes administrou a medicação, desconsiderando avisos essenciais dados pela mãe e por colegas, o que resultou em uma overdose e na sua morte 14 horas depois na UTI.
Implicações Legais e Responsabilidade dos Profissionais
As investigações revelaram que tanto a médica quanto a enfermeira foram indiciadas por homicídio doloso. A polícia afirmou que ambas ignoraram protocolos básicos de segurança, assumindo o risco de causar a morte do garoto. Além do homicídio, Juliana Brasil enfrentará acusações por falsidade ideológica, ao se apresentar como pediatra sem ter a especialidade, além de fraude processual ao tentar enganar a justiça ao afirmar que houve falha no sistema de prescrição.
Busca por Justiça e Repercussão do Caso
A família de Benício, representada por seus pais, considera a finalização do inquérito como um passo crucial na busca por justiça. O Hospital Santa Júlia reafirma seu compromisso com a qualidade no atendimento e aguarda a comunicação formal sobre os indiciamentos. Enquanto isso, o caso levanta questões sérias sobre a segurança e eficiência na assistência médica, que necessitam de uma reflexão profunda.




