Rio Solimões atinge seca histórica em 2023 em Manacapuru, no Amazonas. Foto feita em 18 de outubro de 2023 — Foto: Adauto Silva/Rede Amazônica

Seca histórica é registrada em outra cidade do Amazonas, após Manaus

Seca histórica atinge o Rio Solimões em Manacapuru, no Amazonas, registrando o nível mais baixo em 55 anos. A cidade é a segunda do estado a enfrentar uma seca recorde, sendo que na segunda-feira (16), o Rio Negro alcançou o pior nível em 121 anos, em Manaus.

As águas barrentas do Baixo Solimões ultrapassaram o recorde de 2010, na terça-feira (17), quando o rio atingiu apenas 3,81 metros. O Serviço Geológico Brasileiro (SGB), antigo CPRM, divulgou essas informações nesta quarta-feira (18), relatando que o rio já desceu mais 9 cm, totalizando uma cota de 3,70 metros.

De acordo com o SGB, essa é a pior seca vivenciada em Manacapuru nos últimos 55 anos, desde que o nível do Rio Solimões começou a ser monitorado na cidade em 1968. Anteriormente, a medição era realizada pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico, passando a ser de responsabilidade do SGB a partir de 1969. Até então, o município tinha registrado sua pior seca em 2010, quando o Rio Solimões chegou a 3,92 metros na orla da cidade.

O Rio Solimões é uma das principais bacias do Amazonas, banhando 24 cidades do estado, todas em situação de emergência devido à seca histórica de 2023, segundo a Defesa Civil do Amazonas. Dividido em Baixo, Médio e Alto Solimões, o rio se une ao Rio Negro, no Encontro das Águas, em Manaus, para formar o imponente Rio Amazonas. Em Tabatinga, cidade situada no Alto Solimões, o rio registrou o nível de -0.50, próximo à nascente do Solimões, que se encontra no Peru, uma vez que a cidade faz fronteira com o país vizinho. Embora já apresente indícios de subida, com o menor número registrado nesta seca sendo -75 cm na segunda-feira (16), os reflexos só serão sentidos em novembro, como afirma a pesquisadora do SGB, Jussara Cury.

A seca também atinge a capital Manaus, onde o Rio Negro alcançou seu pior nível em 121 anos de medição, atingindo apenas 13,59 metros no Porto de Manaus na segunda-feira. Atualmente, as águas encontram-se em 13,38 metros. Essa situação preocupa, pois o Rio Negro recebe 70% da água do Rio Solimões. Essa seca histórica está trazendo consequências graves para toda a região, e os efeitos só se agravarão caso não haja uma solução adequada para aliviar a falta de água nas próximas semanas.

Fonte: https://g1.globo.com/am/amazonas/noticia/2023/10/18/depois-de-manaus-mais-uma-cidade-do-amazonas-registra-seca-historica.ghtml

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