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Seca extrema e queimadas recordes afetam população de Manaus

Manaus, capital do Amazonas, enfrenta uma situação cada vez mais preocupante com a chegada de eventos climáticos extremos. A seca intensa, a baixa qualidade do ar e as queimadas em municípios vizinhos estão transformando a cidade em um cenário apocalíptico. Especialistas em meio ambiente alertam para as dificuldades enfrentadas pelos moradores, que estão sendo agravadas pelas mudanças climáticas.

De acordo com Rômulo Batista, porta-voz do Greenpeace Brasil, as comunidades de menor renda no Amazonas já estão enfrentando grandes dificuldades de locomoção devido à seca. Os rios, igarapés e lagos, que são meios de transporte comuns para essa população, estão secando, o que impossibilita o acesso à sede do município para serviços básicos como saúde, educação e alimentação. A situação é ainda pior na região de Várzea, onde não existe a possibilidade de coletar água potável de um poço.

O Rio Negro, um dos principais afluentes do Rio Amazonas, atingiu o seu nível mais baixo já registrado em Manaus. A marca histórica de 2010 foi superada, chegando a apenas 13,59 metros. A situação é tão preocupante que a Defesa Civil do Amazonas declarou situação de emergência em 50 municípios e alerta em outros 10. As comunidades ribeirinhas são as mais afetadas, já que dependem dos rios para transporte e sustento.

A seca tem sido intensificada pelo fenômeno climático El Niño, que começou em junho. Segundo especialistas, a situação pode se tornar ainda mais crítica no início do verão, entre dezembro e janeiro. Além disso, a capital Manaus também tem enfrentado os impactos das queimadas, que geram fumaça e poluem o ar. A qualidade do ar está ruim em vários pontos da cidade, ultrapassando os limites de poluição estabelecidos. A fumaça das queimadas chegou ainda em agosto, mas piorou no início de outubro, devido ao recorde de pontos de calor no estado do Amazonas.

Apesar disso, o início da semana trouxe um alento para a população com a ocorrência de chuvas em Manaus. As chuvas ajudaram a dissipar a fumaça e apagar as queimadas, melhorando um pouco a qualidade do ar. No entanto, a situação ainda é considerada ruim e a população deve evitar a exposição à fumaça, além de se hidratar adequadamente.

O governo tem adotado medidas para enfrentar a situação. A Prefeitura de Manaus está realizando a Operação Estiagem, que fornece ajuda às famílias ribeirinhas, como cestas básicas, itens de higiene e água potável. O Ministério do Meio Ambiente também está agindo, enviando brigadistas para combater os focos de calor na região. A ministra Marina Silva afirmou que as queimadas não são naturais na Amazônia e que são causadas intencionalmente ou por interesses comerciais.

Diante desse cenário apocalíptico em Manaus, é fundamental que medidas urgentes sejam tomadas para proteger a população e o meio ambiente. É preciso investir em prevenção e combate às queimadas, além de promover a conscientização sobre a importância da preservação da Amazônia e de suas comunidades. Ações governamentais e apoio da sociedade civil são essenciais para enfrentar esses desafios e garantir um futuro melhor para Manaus e para o Amazonas.

Fonte: https://www.metropoles.com/brasil/populacao-de-manaus-sofre-com-seca-extrema-e-queimadas-recordes

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