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Governador Roberto Cidade recua e suspende decreto de R$ 100M

Governador Roberto Cidade recua e suspende decreto de R$ 100M

Amazonas – Após intensa repercussão negativa e mobilização da comunidade acadêmica, o Governo do Amazonas anunciou a suspensão do polêmico decreto que retirava R$ 100 milhões do orçamento da Universidade do Estado do Amazonas (UEA). A medida original tinha como objetivo transferir os fundos da educação para custear despesas da previdência estadual (Amazonprev), gerando revolta imediata entre professores, estudantes e servidores.

Recuo do Governo e Justificativas

No pronunciamento oficial à imprensa, representantes do governo confirmaram que a decisão foi tornada sem efeito. Segundo a gestão estadual, a manobra não era um desvio de finalidade, mas sim um contingenciamento orçamentário em função de uma queda de arrecadação do estado, calculada em R$ 695 milhões.

Para tranquilizar a população e a comunidade acadêmica, o governo destacou alguns pontos importantes:

“Nós vamos tornar sem efeito a partir de hoje, para que não paire dúvida de que a gente possa estar utilizando esse recurso para outro fim. […] Os serviços da UEA vão ser mantidos e vão ser executados.” — Declarou o porta-voz do governo durante a coletiva.

Origem da Crise e Reação Acadêmica

O embate teve início com a publicação dos Decretos nº 54.200 e nº 54.220. Para o Sindicato dos Docentes da UEA (Sind-UEA), o corte representava uma ameaça ao funcionamento da instituição, com preocupações principais envolvendo:

A falta de transparência sobre os reais motivos de utilizar dinheiro da educação superior para socorrer a Amazonprev gerou forte indignação na comunidade acadêmica. Muitas pessoas questionaram a narrativa de crise previdenciária, lembrando que a fundação vinha divulgando indicadores financeiros positivos nos últimos anos.

Próximos Passos e Vigilância

Apesar do recuo governamental ser visto como uma vitória para a comunidade da UEA e para os grupos políticos que denunciaram a situação, o clima ainda é de cautela. Estudantes, professores e o sindicato prometeram manter uma vigilância rigorosa nos próximos meses, para garantir que, com o reestabelecimento da arrecadação, o orçamento da universidade seja respeitado e protegido.

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