Manaus – O cenário político no Amazonas está em constante transformação, especialmente neste ano eleitoral. A ascensão de Roberto Cidade (União Brasil) ao cargo de governador do Estado resultou na criação de uma vaga cobiçada na Assembleia Legislativa do Amazonas (ALEAM). Este movimento desencadeou um efeito dominó que agora coloca o futuro político da ex-vereadora de Parintins, Brena Dianná (União), nas mãos da atual vereadora de Manaus, Professora Jacqueline (União).
O Efeito Dominó na Política Amazonense
O cenário começou a se moldar no mês passado, com as renúncias do ex-governador Wilson Lima (União) e do vice-governador Tadeu de Souza (PP). Roberto Cidade, que antes era presidente da ALEAM, assumiu interinamente a governança e foi oficialmente nomeado governador em 4 de maio, após uma eleição indireta que serviu como um “tampão”.
Com a saída efetiva de Cidade do legislativo estadual, a vaga no cargo pertence, por direito, à primeira suplente do União Brasil: a Professora Jacqueline, que conquistou 14,7 mil votos nas eleições de 2022. No entanto, essa sucessão aparentemente tranquila rapidamente se transformou em um dilema político significativo.
A Dilema da Professora Jacqueline
Atualmente, Jacqueline se encontra em exercício de mandato na Câmara Municipal de Manaus (CMM). Ela atuou como deputada estadual interinamente quando a situação de Roberto Cidade ainda era incerta. Contudo, agora que o governador foi oficialmente empossado, a vereadora terá que tomar uma decisão que afetará não apenas seu futuro, mas também o de muitos outros políticos no estado.
- Opção 1: Assumir a ALEAM em definitivo: Ao fazer essa escolha, Jacqueline precisaria renunciar ao seu mandato na CMM, que ainda possui aproximadamente 2 anos e 6 meses de duração. Na Assembleia, ela enfrentaria um mandato curto, de cerca de seis meses, e o risco de não ser reeleita nas eleições de outubro de 2026.
- Opção 2: Permanecer na CMM: Caso ela decida não aceitar a vaga na Assembleia, garantirá a segurança do seu mandato atual, mas abrirá mão da oportunidade no legislativo estadual.
A indefinição sobre sua próxima decisão já tem reflexos no trabalho da CMM. Recentemente, a ausência de Jacqueline na sessão plenária aumentou as especulações sobre sua posição. A expectativa nos bastidores é de que uma decisão oficial seja tomada até sexta-feira.
As Consequências para Outros Politicos: Brena Dianná e Caio André
Enquanto Jacqueline pondera sobre sua escolha, outros dois políticos aguardam ansiosamente o desfecho.
1. Brena Dianná (Segunda Suplente – ALE-AM): Com 13,5 mil votos em 2022 e uma forte base no município de Parintins, onde já atuou como vereadora e foi candidata à prefeitura em 2020, Brena surge como a principal beneficiada caso Jacqueline opte por permanecer na CMM. Assumir a vaga de deputada estadual agora proporcionaria a Brena um grande aumento de visibilidade institucional, fortalecendo sua imagem para a futura disputa eleitoral em outubro.
2. Caio André (Suplente – CMM): Se Jacqueline decidir ir para a ALEAM, a vaga dela na Câmara Municipal será ocupada por Caio André (União), atual secretário de Cultura e Economia Criativa e um ex-vereador. É importante notar que o primeiro suplente natural seria Amauri Gomes, mas ele perdeu o direito à vaga ao trocar o União Brasil pelo PSD durante a janela partidária.
O Futuro Político em Debate
O cenário vai além da escolha de Jacqueline e impacta todo o panorama político do Amazonas. O efeito dominó criado pela ascensão de Roberto Cidade reflete a necessidade de adaptação e decide o futuro de várias figuras políticas. A expectativa para a decisão da Professora Jacqueline permanece alta, enquanto observadores analisam o que essa escolha pode significar para a política local nos próximos anos.
O desenrolar destes eventos não só moldará o futuro político de Jacqueline e Bruna, mas estabelecerá também o novo desenho da Assembleia e da Câmara em Manaus. A política no Amazonas está em uma fase de reinvenção e todos os olhos estão voltados para as decisões que serão tomadas nos próximos dias.




