Ícone do site Povo Manauara

Chefe do CSC ignora normas de segurança e gera problemas sérios

Chefe do CSC ignora normas de segurança e gera problemas sérios

A situação dos insumos hospitalares no Amazonas gerou um alerta após irregularidades no processo licitatório do Centro de Serviços Compartilhados (CSC-AM). O Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM) apontou falhas na aquisição de fios de sutura para a rede pública de saúde, levando a ações disciplinares contra a gestão atual. O caso demonstra como a qualidade dos serviços de saúde pode ser comprometida por decisões administrativas inadequadas.

Irregularidades no Pregão Eletrônico

O Acórdão nº 549/2026 evidenciou a ilegalidade de retirar exigências técnicas do Pregão Eletrônico nº 127/2025. Essa alteração, feita por meio de ofícios-circulares, permitiu que empresas participassem do certame sem a necessidade de apresentar laudos que comprovassem a qualidade dos produtos oferecidos. Com isso, a integridade dos insumos adquiridos ficou em cheque.

Impacto na Saúde Pública

A decisão do TCE-AM se baseou em uma representação que alertou sobre os riscos à saúde de usuários do sistema público. A flexibilização das exigências poderia resultar na compra de materiais inadequados, potencialmente prejudiciais aos pacientes. Para a Corte, a falta de justificativa técnica adequada comprometeu princípios fundamentais como a legalidade e a seleção da melhor proposta.

Consequências para o Gestor e a Administração

O Tribunal Pleno decidiu unânime pela procedência da representação, resultando na anulação dos atos que permitiram a retirada das exigências técnicas. Além de impor uma multa de R$ 22.771,43 ao presidente Walter Siqueira Brito, o TCE determinou um prazo de 30 dias para pagamento e o envio do caso ao Ministério Público e à Assembleia Legislativa. Esta situação reforça críticas à gestão de Wilson Lima, destacando a necessidade de urgentes melhorias nos processos de aquisição de insumos hospitalares.

Veja:

Sair da versão mobile