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Sujeito perigoso: agiota morde policial e ameaça delegado

Sujeito perigoso: agiota morde policial e ameaça delegado

Na manhã desta terça-feira (28), a Polícia Civil do Amazonas capturou Gustavo Albuquerque, identificado como líder de um grupo criminoso atuante na agiotagem e outros crimes graves em Manaus. O delegado Cícero Túlio, do 1º Distrito Integrado de Polícia (DIP), confirmou que Gustavo também é acusado de fazer parte de uma organização envolvida no tráfico de drogas.

Segundo o delegado, Gustavo foi encontrado em uma residência no bairro Aleixo durante a execução de pelo menos três mandados de prisão preventiva. Antes de sua detenção, ele teria enviado áudios a funcionários do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), ameaçando “metralhar” um veículo da instituição. Além disso, era comum ele utilizar redes sociais para provocar tanto a Polícia Civil quanto o Ministério Público, questionando sobre seu futuro arresto.

Ainda de acordo com a polícia, havia preocupações acerca de uma possível reação violenta por parte de Gustavo, uma vez que ele se autodeclarava membro de uma facção criminosa. No entanto, ao ser abordado, ele não resistiu à prisão, buscando esconder-se atrás de sua sobrinha, o que facilitou a ação policial.

Durante o transporte para a delegacia, Gustavo mordeu e agrediu policiais, além de proferir ameaças de morte ao delegado encarregado da investigação, mencionando detalhes sobre sua residência. No 1º DIP, ele ainda tentou atacar outro agente. Por conta do comportamento agressivo, foi autuado por novos crimes e também segundo a Lei Antifacção. Após os procedimentos legais, Gustavo foi encaminhado para audiência de custódia e permanecerá à disposição da Justiça.

Veja vídeo:

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Conforme as investigações da Operação Tormenta, Gustavo Albuquerque enfrenta acusações graves, incluindo organização criminosa, extorsão qualificada e roubo majorado. Ele comandava um grupo dedicado à agiotagem, responsável por extorsões, sequestros e apropriações de bens de vítimas que contraíam empréstimos com juros excessivamente altos.

A participação de Gustavo em um caso de extorsão com sequestro, ocorrido na região de Itacoatiara, também foi observada pelas autoridades. Ele foi um dos alvos da Operação Usura, conduzida pelo Ministério Público do Amazonas (MPAM), que investiga a atuação de uma organização criminosa focada na prática de extorsões e sequestros na Região Metropolitana de Manaus.

O delegado Cícero Túlio ressaltou que Gustavo se autodenomina membro do conselho de uma facção criminosa, informação que ainda está sob investigação pela Polícia Civil. As apurações seguem em curso para confirmar as funções exercidas por Gustavo dentro da organização criminosa e para identificar outros possíveis envolvidos nas atividades ilícitas.

É fundamental que a sociedade esteja atenta e colabore com as autoridades para coibir esse tipo de crime, que afeta diretamente a segurança e a paz comunitária. A atuação firme da Polícia Civil do Amazonas mostra que os esforços estão sendo feitos para combater o crime organizado e garantir que os responsáveis sejam trazidos à Justiça.

Os desdobramentos dessa investigação têm implicações não apenas no combate à agiotagem e ao tráfico, mas também no fortalecimento das políticas públicas de segurança. A comunidade precisa estar ciente dos riscos e das formas de se proteger, além de incentivar um ambiente onde a criminalidade não tenha espaço.

Ainda há muitas questões a serem respondidas no caso de Gustavo Albuquerque, e a expectativa é que as investigações avancem para desmantelar estruturas criminosas que atuam de maneira violenta e intimidadora. Todos devem trabalhar em conjunto para enfrentar esses desafios e criar um ambiente mais seguro para todos.

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