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Operação Sanguessuga: Justiça julga réus por fraude milionária

Operação Sanguessuga: Justiça julga réus por fraude milionária

Manaus — A 4ª Vara Criminal de Manaus continua nesta semana o julgamento de 28 réus envolvidos em um esquema de corrupção no Departamento Estadual de Trânsito do Amazonas (Detran-AM) durante a gestão de Wilson Lima. Os acusados, que incluem servidores públicos e despachantes, foram alvo da Operação Sanguessuga, deflagrada em 2020, que expôs um rombo de mais de R$ 30 milhões aos cofres públicos.

As audiências, iniciadas na terça-feira (11), devem se estender até sexta-feira (13). Neste período, estão sendo ouvidas testemunhas de acusação e defesa, com plano de que todos os 28 réus sejam interrogados até o final do dia de amanhã. Caso sejam condenados, as penas podem ultrapassar 20 anos de prisão.

Funcionamento do esquema de corrupção

A investigação liderada pela Delegacia Especializada em Roubos e Furtos de Veículos (DERFV) revelou como o grupo criminoso agia para retirar ilegalmente restrições de circulação de veículos, especialmente picapes adquiridas com incentivos fiscais da Zona Franca de Manaus (ZFM).

Evolução patrimonial dos envolvidos

Um aspecto notável da investigação foi a evolução patrimonial do principal réu, Aristóteles Benacon, servidor do Detran-AM. Mesmo recebendo um salário oficial de pouco mais de R$ 1.300, ele apresentava um estilo de vida luxuoso. Durante a operação, a polícia constatou que Benacon possuía mais de 10 veículos de alto padrão e um histórico de diversas viagens internacionais.

Após conquistar o direito de responder ao processo em liberdade, Benacon mudou-se para os Estados Unidos com sua companheira, Laura Jordane, também ré no caso. Ambos tiveram que retornar a Manaus para o julgamento em decorrência do processo. Caso sejam condenados, eles não poderão voltar aos EUA.

Desdobramentos da Operação Sanguessuga

Durante a deflagração da operação em 2020, além das 28 prisões, as autoridades apreenderam mais de 30 veículos, documentos, equipamentos eletrônicos e lacres de placas. Parte desses lacres, segundo investigações, estava sendo desviada para bandidos especializados em clonagem de veículos.

Os réus enfrentam diversas acusações, incluindo:

A solidez das provas coletadas pela Polícia Civil do Amazonas levou ao compartilhamento de informações com a Polícia Federal, resultando na Operação Francamente em 2021, que investigou ramificações dessa mesma fraude.

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