O caso Djidja Cardoso: novas decisões no tribunal
A desembargadora Luiza Cristina Marques, do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), negou a revogação da prisão de Cleusimar Cardoso e Ademar Cardoso, envolvidos no trágico caso da ex-sinhazinha do Boi Garantido. Djidja, encontrada morta em maio de 2024, ainda traz à tona questões judiciais importantes.
Desdobramentos legais da prisão preventiva
Com a decisão do tribunal, a prisão preventiva dos acusados continua válida enquanto o processo segue em tramitação. A defesa tentou argumentar a favor da liberdade dos familiares da vítima, alegando constrangimento ilegal devido ao período em que estão detidos, que já ultrapassa 600 dias sem uma decisão final.
Elementos insuficientes para urgência
Apesar do pedido de revogação, a desembargadora enfatizou que não existem evidências concretas que justifiquem a concessão de uma medida urgente. “Não há como ser deferida a medida de urgência, devendo o exame mais aprofundado da matéria ser reservado ao julgamento definitivo pelo órgão colegiado”, comentou a magistrada.
Contexto do crime e investigações
O caso de Djidja Cardoso, uma figura pública em Manaus, se agravou quando Cleusimar e Ademar foram presos no mesmo dia em que a vítima foi encontrada morta em sua residência. As investigações revelaram a participação de um grupo associado a uma seita, denominada Pai, Mãe, Vida, que utilizava substâncias controladas para manipular os participantes. As prisões subsequentes de outros envolvidos reforçam a complexidade do caso.
Além disso, o TJAM reavaliou certas decisões, como a anulação de uma condenação anterior, reconhecendo que houve cerceamento de defesa. A falta de acesso ao laudo toxicológico definitivo prejudicou o direito à ampla defensa dos acusados, levando a um novo ciclo de avaliações judiciais.




