Manaus – O advogado Ewerton da Cruz Gonzaga foi colocado em liberdade provisória. Ele estava preso em flagrante desde a última quinta-feira (29). A polícia prendeu o suspeito por agressões físicas e ameaças de morte contra a própria mulher. O advogado acusado de agredir e ameaçar matar companheira é solto após passar por audiência de custódia. A Justiça de Manaus estabeleceu medidas cautelares rígidas para o investigado. O juiz proibiu o homem de se aproximar ou manter contato com a vítima e seus familiares.
Vítima relata agressões constantes e muito medo após a soltura
Inicialmente, a soltura do suspeito provocou muita preocupação na mulher. De fato, ela relatou viver com medo constante após os violentos episódios. Segundo a vítima, as agressões começaram em julho e se estenderam até o dia da prisão. Na ocasião, a mulher descreveu uma rotina marcada por ofensas pesadas. Além disso, o comportamento agressivo do ex-companheiro piorava bastante com o passar do tempo.
Conforme o relato, os episódios ocorriam frequentemente por ciúmes infundados. Inclusive, a violência se tornava ainda mais intensa quando o advogado consumia bebidas alcoólicas. Nas palavras da vítima, ele ficava extremamente reativo após beber. Ou seja, o suspeito desferia socos, tapas, empurrões e xingamentos graves. Ainda assim, ela demonstrou nervosismo ao relembrar as agressões na entrevista. Apesar das medidas cautelares determinadas pela Justiça, a mulher afirma temer pela própria vida.
A prisão e a denúncia de violência doméstica
Questionada sobre a soltura do homem, a vítima expressou enorme preocupação com a impunidade. Mesmo assim, ela declarou que tenta acreditar na Justiça do Brasil. Logo depois, a mulher realizou o exame de corpo de delito. Como sabemos, o procedimento registra as possíveis lesões e contribui com a apuração policial. Vale lembrar que a prisão em flagrante ocorreu no dia 29 de outubro. Naquele dia, a jovem de 20 anos relatou uma nova sequência de ataques cruéis.
De acordo com o registro policial, o caso mais grave aconteceu naquela quinta-feira. Naquela tarde, o advogado desferiu um soco violento na boca da mulher. Logo após, ele segurou o pescoço da vítima contra a parede com força. Nesse momento, o agressor ameaçou matá-la de tanta pancada. Além do mais, o suspeito tomou o celular da jovem e se trancou no banheiro. Dessa forma, ele dificultou o pedido de socorro. Felizmente, a mulher conseguiu contatar uma conhecida de confiança. Rapidamente, a amiga acionou a Polícia Militar do Amazonas.
Medidas protetivas e a continuidade das investigações
Posteriormente, policiais da 12ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom) atenderam a ocorrência. Com isso, os militares conduziram todos os envolvidos até a delegacia especializada. Nesse sentido, o caso foi registrado na Delegacia Especializada em Crimes contra a Mulher (DECCM). Sendo assim, a delegada autuou o homem por lesão corporal, injúria e ameaça. Por sua vez, a vítima manifestou interesse em representar criminalmente contra o agressor. Ademais, ela solicitou as medidas protetivas de urgência da Lei Maria da Penha.
Por fim, a liberdade concedida não significa o encerramento da investigação. Tampouco, a decisão judicial reconhece que as acusações são totalmente improcedentes. Agora, o investigado deverá cumprir rigorosamente as medidas impostas. Por exemplo, ele deve respeitar as restrições de aproximação informadas anteriormente. Enquanto isso, a polícia civil continua apurando todos os fatos criminosos relatados. O espaço do portal permanece aberto para o posicionamento oficial da defesa do acusado.

